As recordações…de um amor avassalador, intenso e suado, de um amor que nada poderia abalar. O 1º amor. Lembram-se do vosso? Aquela paixão e loucura, a partilha de todos os pensamentos, medos, de todo o futuro. O que fica do 1º amor? Raiva? Carinho? Cumplicidade? Indiferença?
Mudámos muito; mas quando olho no fundinho dos teus olhos vejo ainda restos da pessoa que amei acima de tudo. Sei que ela está lá, ainda, escondida…e tu sabes. Por que quando me olhas vês a Ana que fui…e dizes-me que não mudei nada, que continuo a mesma. Mentira! A essência mantém-se, claro…mas mudei. E muito por culpa do meu 1º amor. Sou agora uma pessoa muito mais confiante, madura, desconfiada…descrente (esta parte é triste lol). Que sabe o que quer e o procura. Que já não pensa no futuro longínquo, como antes, e se dedica apenas à felicidade diária e ao amanhã próximo… Cresci.
Lembram-se? Tudo o que importava eram os momentos passados e vividos a dois, como apenas um. Mas…como disse…tudo muda e o amor assume várias formas. Muitas pessoas ficam presas ao 1º amor e porquê? Simples; aos 16/17/18 anos a entrega é total; não existem desconfianças, nem análises tipo “o que é que ele faz, ele já traiu, ele tá longe, ele não está pronto para o compromisso”, a única certeza é aquela felicidade arrebatadora que sentimos! O amor é puro e genuíno, o coração não carrega mágoas e entrega-se totalmente. Porque muitos insistem em relações de 12 anos, que vêm desde a adolescência? Querem fazer perdurar esse sentimento, mesmo já sem paixão, vivem agarrados àquela sensação de amor pleno que experenciaram no inicio…quando tudo era puro…mas tudo muda! O amor é uma ilha aos 17 anos. Mas não aos 25… Toda a gente procura a felicidade, a “ilha”, mas, lembrem-se, esse tipo de amor já foi vivido e não volta mais. Eu não o procuro porque sei que não o vou encontrar...e não o desejo. Quero um amor sereno, um amor apaixonado mas companheiro, um amor adulto…e completo. Mas não adolescente! Afinal esse…já o vivi :)