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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

A minha barriga

Quando descobrimos que estamos grávidas começamos logo, instintivamente, a observar a nossa barriga todos os dias. Afinal, estar grávida é igual a barrigudez, certo? Todos os dias eu mirava a minha, à espera de a ver aumentar....coisa que nos primeiros meses não se vê muito. Quando fui passar uns dias à praia no meu aniversário estava grávida de 9 semanas e fartava-me de tirar fotos à barriga. Barriga inexistente diga-se, mas eu achava que já se notava algo (ahah). Depois fomos de férias por volta das minhas 13 semanas e aí então é que era. Porque já se notava MESMO, dizia eu, e o King concordava "pois nota meu amor, nota-se muito!". errrrrr, pois. Vendo agora as fotos, aquilo era uma amostra de barriga. Para quem não me conhecia de lado nenhum, podia perfeitamente pensar que eu estava com uns kilinhos abdominais a mais, ou que sofria de flatulência extrema durante todo o dia (gases portanto). Ou ainda que emborcava uns copos valentes e estava com inícios de cirrose hepática. Agora grávida....hum, duvido! Aqui fica o nessa altura e o agora, só para terem uma ideia ;)

Com 13/14 semanas a achar que esta mini pança era já barriga de grávida....

Hoje, com quase 30 semanas
Agora sim, tenho uma barriga de grávida decente! E se andar com camisolas apertadas ainda mais! Hoje até me disseram "está quase, não está?" e eu toda risonha, "ainda faltam 2 meses", eheh :D

Ósculinhos barrigudinha!

domingo, 28 de setembro de 2014

As necessidades da grávida

Nos primeiros meses de gravidez, a grávida só tem em mente uma e única coisa: necessidades básicas. A vida da senhora engravidada gira em torno de 3 coisas: sono, comida e xixi. Sim, no primeiro trimestre eu tombava de sono em qualquer lugar (como já referi mais abaixo) e só ansiava pelo momento em que ia fechar os meus olhinhos de princesa e fazer a bela da soneca. Depois era a fome. Ai jasus, tinha tanta fome, vocês nem imaginam. Só me apetecia morfar tudo e mais alguma coisa, o pequeno almoço de antes não era satisfatório, a sopinha ao jantar muito menos. Tinha fome pronto. Assim sendo, estava sempre com o pensamento na hora de encher o bucho. E enchia-o mesmo e depois sentia-me mal porque engordava (nas férias de verão engordei 3.5kg em 2 semanas....). Finalmente, a outra necessidade básica que me assaltava o espirito constantemente era o xixi. Sim, não sei se vocês sabem, mas grávida urina bué. E é desde cedinho, de quando ele é ainda um tinny pseudo-baby. De noite levantava-me para ir à casa de banho, no trabalho estava sempre a correr pra lá. Xixi, fome e soninho, grávida é igual a bébé no primeiro trimestre!

E desejos, tiveste? Por acaso não, até à semana passada. Apeteceu-me tanto comer Donuts de chocolate que tive de ir de propósito comprar. Lá fui e devorei 2 de uma vez, só para não parecer mal comer os 4 assim de uma assentada. Os outros desapareceram à noite, antes de ir dormir. Acho que foi assim o meu maior desejo até agora. Também ando com vontade de comer uns rissóis de frango que havia no Intermarché e que eu adorava, mas desapareceram das prateleiras já há uns meses. Ainda há uns dias fui lá ver se havia e nada (how sad). Gostava muito deveras also de manjar bolo do caco, mas não posso ir à Madeira de propósito...alguém se oferece?

já não nasce com cara de donuts o menino :p
Ósculinhos não-habia-nexexidade-zzz!!!!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O início da aventura #gravidez!....1º trimestre

Descobri que estava grávida em meados de Maio. O meu ciclo andava completamente desregulado e não queria fazer o teste porque achava que ainda não ia ser naquele mês. No entanto, as minhas boobs não paravam de dar sinal. Não conseguia usar os meus soutiens, elas doíam-me como tudo, inclusive a dormir.....estavam inchadas e doridas, mas pensei "é do período" e lá andava na minha vidinha. O marido não achou normal estas dores de 2 semanas e praticamente obrigou-me a fazer o teste. Quando vi a 2a risquinha a formar-se, gritei por ele e foi a loucura total. Ficamos super felizes, eu só saltava e ele dizia "não saltes, não saltes", enfim a felicidade extrema de quem se ama e quer muito iniciar uma família. Confesso que nunca senti tantos mixed feelings; se por um lado estava super feliz, por outro acho que nunca senti tanto medo. É uma coisa que não sei explicar, parece que de repente sentimos um amor avassalador por alguém que ainda nem conhecemos, e por outro é um medo terrífico de que algo corra mal, de não estarmos à altura, da mudança de vida.

Depois das risquinhas obtidas parecia que andava num mundo irreal. Não podia dizer a muita gente, uma vez que convém esperar pelas 12 semanas, não notava qualquer mudança no corpo a não ser as dores e consequente insuflamento de minhas marufas, os dias passavam normalmente mas sem serem normais. Cada vez que pensava "estou grávida", caia-me a ficha e voltava a sentir aquele mix intenso e poderoso "ai que medo, ai que amor, ai que medo". Cada vez que verbalizava este "estou grávida" sentia um baque, de alegria e a-tua-vida-vai-mudar-para-sempre e acho mesmo que era capaz de ficar com cara de tola, em vez de felicidade intensa como é de esperar. Claro que contei à família e amigos mais próximos, mas não queria dizer no trabalho nem espalhar a muita gente, com receio que alguma coisa corresse mal. Comecei então a verbalizar mais para me adaptar à ideia que estava grávida (gozem gozem!). E mais, queria dizer a toda a gente, mas não poder era tramado. Parecia que se não dissesse, não era real, entendem? Comecei por dizer às senhoras dos restaurantes. "a carne tem de ser bem passada" dizia eu, "é que estou grávida", smile. Nas lojas de roupa "fica um bocadinho larga", e eu dizia "ah não faz mal, é que estou grávida e a barriga vai crescer", double smile. E tudo me sorria e me dava os parabéns. E eu ficava ainda mais feliz.

No entanto, acho que esta felicidade que ia aumentando cada vez mais, não se notava no meu aspecto. A minha mãe dizia que eu não parecia nada contente por estar grávida, ao que eu lhe respondia "ó mãe, tenho SONO!!!!". Sim, a sonolência extrema atacou-me de tal maneira que só me apetecia dormir a toda a hora. Levantar-me de manhã era uma tortura e quando chegava a casa aterrava logo no sofá. Sestas de 20min? Era doce, ficava a dormir 1 hora e tal, às vezes duas. As minhas boas intenções de caminhar e tal iam todas por água abaixo, uma vez que só queria dormir, dormir e dormir. À noite, tinha insónias. Acordava várias e diversas vezes para urinar. Andava com umas olheiras terríficas, o meu cabelo parecia baço e fraquinho. Na semana em que vi as risquinhas cortei-o pelos ombros. Arrependi-me um bocadinho. Ficou mais forte mas não adorei o novo look. Mesmo assim simbolizou uma nova etapa. A juntar às olheiras, cabelo parvo, cansaço e sono, mais as náuseas ligeiras (felizmente não tive muitos enjoos), sentia-me feia. Toda a gente me dizia que andava com ar cansado, ninguém sabia do meu estado de graça, o meu rabo alargou logo ao 2º mês e as calças iam deixando de servir. O primeiro trimestre é mesmo tramado!!!

Felizmente este turbilhão de emoções já passou e o 2º semestre é bem bem melhor. A única coisa que não se alterou foi a minha sensibilidade emocional. Sim, sou uma chorona crónica. Choro por tudo e por nada, músicas românticas no rádio, filmes, series, noticias tristes, uma palavra menos boa.....acho que quem me vê a chorar sozinha no carro feita madalena, a vir das compras, deve pensar que sou maluquinha de arroios. Mas não senhores, sou apenas uma grávida tá!


Este mega testamento foi só uma amostra do que tenho para partilhar convosco....vou tentar ser mais sucinta pa próxima!eheh

ósculinhos pregnant gaja!